No bairro de Tereza -
Tereza caminhava com o objetivo de ir até a venda do bairro comprar verduras e frutas para ela e Tomas.
- Olha que tristeza. Acabaram de largar aqui no parque estes dois gatinhos! - era a vizinha de Tereza.
- Bom, o jeito é chamar alguma ONG. Acho que vou ligar para o lugar em que adotei o Arlequim - respondeu Tereza.
- Mas e aí? Eu não posso mais ter gatos em casa, já tive muitos e agora, minha mãe mora conosco e ela já não aceita mais.
- Bom...
- Tereza vê Tomas atravessando a rua, rumo ao portão de casa.
- Tomas!
- Vem ver uma coisa aqui!
- ? Que lindos!
- Podemos levar para casa até encontrarmos alguém para doá-los? Vou ligar para uma amiga ...
- Claro.
Tereza segurou o filhote clarinho, tapando-lhe os olhos para que ele não se assustasse com os carros que passavam na rua. Tomas levava o mais escuro que miava berrando assustado.
Em casa
- Não vamos dar nome para eles. Vamos chamá-los de menino (clarinho) e menina (escura).
- O Arlequim gostou deles!
Gatos assustados. Rabos entre as pernas.
O dia seguinte
Tereza acordou e foi olhar a caixinha onde os gatinhos dormiam. A gatinha preta olhava para ela, com olhar assustado. Tereza lembrou da sua sensação constante de não pertencer a lugar algum e sentiu-se confidente da gata.
Tres dias depois
Menino e Menina, agora são Petrúquio e Catarina.
Correm pela casa, brincam com Arlequim.
Pensamento de Tereza
Será que terei condições de cuidá-los até que "Karenin dê a luz dois croissants e uma abelha" ?